Ser wesleyano hoje e suas implicações para a educação cristã

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O fundamentalismo ocidental anti-inteligente


Acho que por aqui mesmo, nesse blog, se não me engano em um texto sobre a relação entre ciência e religião, disse que um dos "inimigos" mais difíceis da ciência não é a religião (ou religiões), mas o senso comum. Na verdade, chamo senso comum o que quero chamar de ignorância, falta de inteligência, no mínimo de alguma curiosidade para saber a verdade. Não precisa muito, só um pouquinho de desconfiança. E se há um lugar onde o senso comum é vencedor é a internet. Fenômenos bizarros e curiosos brotam dela. Mas, sejamos justos, o problema mesmo não está na internet em si, mas principalmente nos missivistas de copião. Copião, para quem não sabe, é a cópia fiel de alguma coisa. Ou seja, um sem número de pessoas se tornaram, com a facilidade que a internet nos proporciona na troca de mensagens, apenas repetidoras, copiadoras, transmissoras, "papagaios" de textos dos outros. Não questionam, não verificam, não perguntam, não sabem; somente deslumbram. Ingenuamente acreditam em tudo e ajudam a fabricar um enorme número de "spams". Chegam a levantar bandeiras e abaixo assinados que são completamente inúteis, senão idiotas. Como todo meio de comunicação, a internet também é idiotizada e idiotizante.


Desde que conheci a internet e passei a usá-la, já perdi a conta de quantos textos vindos por e.mail mexeram com a emoção, com o nosso senso de dignidade, com a nossa capacidade de reagir (de preferência copiando e reenviando), com a raiva de outros povos e culturas "maléficas" etc. Poucos textos, porém, incitaram a inteligência. Imagino que inteligência, nesses casos, seja encarado como uma espécie de heresia, um atentado contra a opinião da maioria. Tenho até medo de responder tais emails, porque fantasio que um dia vão me lançar numa fogueira. Já chegaram até a me chamar de chato, racionalista, incrédulo, "metodista". Tinha que aceitar e pronto. Afinal a mensagem é tão chorosa, tão motivadora, tão inspiradora... É verdade, é tudo isso, mas também é tão piegas, tão ingênua, tão falaciosa... Pelo tempo que venho recebendo essas narrativas pegajosas, percebi como a pulha é proporcional a sua emotividade; quanto mais emotiva, mais patética.


Só para você ter uma ideia de como somos "idiotiolatras", dê uma olhada no site www.quatrocantos.com.br. Nele há uma lista de A a Z de pulhas virtuais acumuladas por anos a fio.


Fenômeno típico dessa zoologia bestial (que me desculpem os animais), é a calúnia, a difamação de outras culturas e povos. Não sei como, mas alguns parecem ter desenvolvido uma forma de paranóia virtual, uma psicose caracterizada por delírios crônicos e desejo de matar o outro. A alteridade, para esses, acarreta perigo, grande risco. Daí que inventam a desgraça dos outros para justificar a sua própria existência e, claro, a sua superioridade.


Tal sentimento arrogante não é novo nesse nosso mundinho moderno do Ocidente. Faz pelo menos 600 anos que os piedosos católicos romanos, com e benção do Papa e dos reis, vieram para o "Novo Mundo" (novo para eles) e julgaram as culturas incaicas e maias porque sacrificavam seus filhos aos deuses. Enquanto isso, na Europa "civilizada" morriam mais hereges na fogueira e em sessões de tortura do que em qualquer sociedade nativa da América. E os protestantes crentóides não ficaram para trás. Para esses não faz nem 150 anos e fatiaram a Ásia e a África em colônias a serem "evangelizadas". Evangelizaram com a "maldita nova" que interpretava outras culturas como inferiores e atrasadas e, em nome disso, e de Deus, exploraram, mataram, oficializaram guerras étnicas e tramaram um novo modelo de "escravismo livre". Hoje, alguns desses crentóides continuam levantando a tese que afirma que toda nação de colonização protestante é superior, é avançada porque é crente. Não é não. Bem poucas são. E poderiam ser mais se não tivessem suas riquezas materiais e humanas exploradas e surrupiadas. O mais hilário: nem uma nem outra, nem colônias nem europeus são atualmente "crentes".


Um exemplo da bestialidade que acabei de citar, recebi faz alguns dias. É uma peça bem específica, que gosto de chamar de "fundamentalismo ocidental anti-inteligente". Fundamentalismo ocidental porque se engana quem acha que esse tipo de coisa só encontramos no oriente muçulmano. Lá, pelo menos, eles tem legitimação na religião, aqui, pelo contrário, e para a nossa maldição, o nosso fundamentalismo é, muitas vezes, legitimado pelos direitos humanos. É eu sei, muitos estão me xingando agora. Mas não posso deixar de observar que muito do que chamamos de direitos humanos são direitos ocidentais e fundamentalistas. Direitos que medem os direitos dos outros pelos nossos e, tanto como lá, não dialogam, não discutem, não permitem o conflito interno (Big Brother?). E é anti-inteligente porque aceitamos os nossos paradigmas como se eles fossem universais, como se tivessem caído do céu prontos e acabados. Anti-inteligente porque também produz idiotas e medíocres que tem preguiça de pensar. São dois atentados: contra o outro e contra a inteligência.


Nos gabamos muito de nossa civilidade, de nossa cultura superior e letrada, mas nos esquecemos que também produzimos morte, injustiça, fome, violência etc. Não são as mulheres, as crianças, as famílias ou as sociedades dos outros que estão em perigo ou que nos provocam o perigo, são as nossas; o inimigo não mora ao lado, mora dentro.


Portanto, em relação à mensagem que "colei" na íntegra abaixo, digo:


1. É claro que a imprensa séria não noticiou essa gravidade, simplesmente porque é falsa e caluniadora.
2. Vocês podem encontrar a fonte original em http://www.paltelegraph.com/palestine/gaza-strip/1319-hamas-holds-collective-marriage-ceremony. É um jornal da Palestina com relações exteriores e com grupos de Direitos Humanos. Se não conseguirem ler em inglês, existem algumas bandeiras no canto direito para o google fazer a tradução em espanhol ou italiano.
3. Resumindo a notícia, se trata de um casamento em massa feito entre as viúvas e os cunhados dos falecidos no combate contra Israel. As meninas que aparecem na foto são apenas as “daminhas”, a maioria filhas das viúvas. Como em Israel no Antigo Testamento, na Palestina também existe a tradição do Levirato, ou seja, o casamento do irmão do falecido com a cunhada.
4. Um minuto de pesquisa no google e é possível saber a verdade. Porém, a nossa preguiça e o deslumbramento com notícias trágicas nos impedem de saber tal verdade.
5. Conforme disse acima a respeito da paranóia, o paranóide Phd Paul L. Williams, criou um blog que falta pouco para se parecer com aqueles sites que fazem apologia ao neonazismo. O seu blog thelastcrusade.org é uma peça típica do ódio destilado contra a tradição islâmica. Aliás, não por acaso o seu blog se chama "The Last Crusade" (A Última Cruzada), como se estivesse em plena Idade Média. Desconfio que seja mesmo; é uma máquina do tempo, um raro exemplo de anacronismo.
5. Já o De Olho Na Mídia é ainda mais engraçado. Eles dizem que são contra a mídia tendenciosa. Pois entre lá e veja você mesmo. Sem nenhum critério, põe tudo que pode ter algum sensacionalismo estrangeiro.
6. "Coitado" do Aiatolá Khomeini, deve ter umas "costas" bem largas para ganhar a culpa por ser "talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século", como diz o texto. Nem vivo está para se defenser. Pior: quem lê acha que o Aiatolá representa todos os muçulmanos. O Papa representa todos os cristãos? Falando em Papa, pastores e cia limitada, a pedofilia vai solta por aqui também.
7. A única fonte séria que você pode confiar na mensagem é o Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres. De fato, muitas são as informações sobre a violência contra as mulheres em vários países muçulmanos. Mas cuidado, dizer desse modo, dá-se a impressão que só lá acontece isso. O site não confirma tal falácia.

Abaixo o texto da mensagem:


A Pedofilia do Hamas
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", os "rebeldes", ou então o PT e demais organizações de esquerda no Brasil dão apoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral do partido, Valter Pomar durante a época do conflito), o mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.
A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas
As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.
Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.
A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.
Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:
Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.
Para finalizar, o vídeo abaixo traz informações sobre espancamentos realizados contra meninos no mundo muçulmano para "estudarem melhor" - que incluem açoitamentos - escravidão de menores e a venda de meninas de 8 anos ou até menos como noivas no Sudão e em outras países da região. Tudo, com carimbo do islã radical:
Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.

Publicado por De Olho na Mídia com o título A História Oculta do Mundo: a pedofilia do Hamas